Distância estranha essa que nos separa, pois estamos tão perto.
Você sabe do que eu gosto, do que eu quero, até mesmo dos meus sonhos, mas ao mesmo tempo é como se não soubesse, não que você não se importe, mas vejo-te tão cansada.
E quando consigo olhar nos teus olhos, vejo sua porta ainda entreaberta, não entendo
O fato é que me sinto protegida em teus braços, há um conforto e sentimento de paz tão grande ali,
que eu sei que nada seria capaz de me atingir, e nada me atinge na verdade, você é a minha proteção!
Eu preciso de você, quero que me devolva toda aquela segurança que eu tinha, que você me permitia ter.
Conte teus problemas, mesmo que eu não possa os resolver. É bom ter alguém que nos ouça às vezes, e oh eu ainda estou com você, sempre estive, mas você ainda não consegue me vê aqui
Tanta coisa eu queria dividir com você, tenho tantos sentimentos bons para te passar, tantas alegrias e tristezas para te contar
Tenho medo de que nos percamos em tanta falta de nada, em tanta confusão e correria, de que não tenhamos tempo suficiente para nos conhecermos
Não te culpo por essas e outras coisas, porque não sei o que existe dentro de você
Te admiro por tirar forças de onde já não se tem, admiro o teu esforço em fazer com que tudo dê certo.
Onde está você?
Ficou encubada no tempo, perdida entre tantas lembranças, você não está aqui, lembranças boas essas que eu tenho, me trazem a esperança de que talvez,
você abra os olhos e veja que eu ainda preciso de você, que meus braços continuam estendidos à tua espera.
Lembre-se: - Volte quando for possível.
domingo, 22 de agosto de 2010
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
[in] tenções.
Não, não há tantas certezas por aqui.
Nem por ali. Nem em lugar algum.
A vida cheia de certezas que não me pertencem. Mas sabe, às vezes ela é boa e dá tudo certo. Daqui a pouco eu fico velha, daqui a pouco eu encontro, vários sorrisos e alguém intenso como eu, um campo cheio de rosas amarelas e abraços apertados.
Daqui a pouco tem casa nova...
E, insisto: Não há certezas por aqui. Há intenções.
Nem por ali. Nem em lugar algum.
A vida cheia de certezas que não me pertencem. Mas sabe, às vezes ela é boa e dá tudo certo. Daqui a pouco eu fico velha, daqui a pouco eu encontro, vários sorrisos e alguém intenso como eu, um campo cheio de rosas amarelas e abraços apertados.
Daqui a pouco tem casa nova...
E, insisto: Não há certezas por aqui. Há intenções.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Candura.
Desculpa se alguma vez houve estupidez, insensatez ou falta de atenção.
Nem sempre o que se diz é exatamente o que se quer dizer, coração sincero sabe bem, de onde vem, cada dor e cada dissabor.
Eu sei de cor que o amor que eu tenho por você, é o que eu tenho de melhor.
A vida é dura mais ela só faz melhorar... Quase nem tenho saudade!
Ninguém nunca vai nem pode entender e é difícil até fazer, uma canção pra dizer... Nós juntas temos um futuro que é a coisa mais preciosa que existe em mim.
A vida é dura mais ela só faz melhorar...
E ela só faz melhorar.
Quase nem sinto saudade!
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Eu, meu.
Aquela era a primeira vez que eu abria meu coração por inteiro, falando do meu intimo e dos meus pensamentos, dos meus medos, das minhas sensações e do meu vínculo com os demais. Foi a primeira vez que deixei o coração chorar sentimentos retraidos, mágoas passadas e minha ansiedade para alcançar certa fase em minha vida. Estavamos alí, sentados. Pessoas passavam por nós, algumas ao nosso lado, mas eu sentia que aquele lugar era somente nosso, onde eu poderia me abrir, soluçar, abraçar. Eu não sabia que tinha ao meu lado alguém que é realmente igual a mim. Mesmos pensamentos, mesmas vontades, mesmas desculpas de fingimento. Era o meu eu conversando com outro meu eu, mas em outro corpo, com outra voz, com outro nome. Tirei a máscara, tirei a armadura do dia a dia, e contei dos meus conflitos.
Esse alguém não me deixa cair, me faz sonhar, me faz feliz como eu nunca imaginei ser um dia. E pela milésima vez, mostrou novos horizontes para os meus olhos cansados de somente ver o chão.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Clichê? rs
Tava há muito querendo escrever mais, com mais frequência, atualizar o blog, organizar pensamentos soltos e, aquele meu costume de desabafar no papel.
Mas sempre me deixava consumir pelo tempo corrido dos dias repletos de compromissos, ou por me sentir muito ocupada nos momentos de ócio, tendo que aproveitá-los ao máximo. Tive alguns textozinhos na cabeça, que nao sairam dela, tive vontade de escrever, tive duas ou três ideias, mas perdi na poeira. Não estive muito triste ou angustiada ou profundamente abalada esses dias, nem tive uma grande e insuportável alegria que me obrigasse a escrever, desabafar, romper, registrar. Não senti necessidade de escrever. Tenho que parar com essa mania de escrever apenas sob fortes emoções. Eu nao gosto de pensar que eu só tenho textos emotivos, aquele transbordamento de sentimentos, que as vezes me levam a metáforas baratas. Aliás, eu ainda estou no processo de ADAPTAÇÃO dos meus sentimentos sem intensidade. Cheguei a pensar na palavra equilíbrio, mas desisti dela, temi o clichê. Tenho temido clichês, sabe-se lá o porquê. Nem quis chamar minha alegria de agora de alegria, por achar que ela pode ser mais uma das alegrias catalogadas. Parece até uma busca por originalidade, busca por uma alegria legítima, por uma paz de espirito original, qualquer coisa assim nova, novidade. Mas a medida que eu falo, falo, falo da vontade do incomum, do novo, legítimo e original, eu tropeço, e pá, dou de cara com a falta de tudo isso. Dou de cara com o temido clichê, afinal, nao querer ser cliche é tão... CLICHÊ. Deixa ser. A alegria minha de agora é a alegria comum, é a simples alegria sem saber por quê e pra quê. É a alegria de um dia simples, de uma conversa simples de todo dia, do jantar com pai e mae de todo dia, do boa noite amor, boa noite mãe de todo dia. Daquele velho café do curso no inicio do dia, acreditam que estava quente? rs
Eu tô feliz e muito feliz e nao tô querendo carregar isso aqui de intensidade porque eu percebi essa felicidade tão naturalmente, tão sem um motivo que se diga especial, original. Tô feliz e só. E é a felicidade, que eu mesma chamei, de clichê. Nem é. Clichê é querer não-ser-cliche. Termina sendo uma felicidade forçada, como se a felicidade precisasse de uma fórmula, de motivos preestabelecidos. Eu hein, acho que tô ficando caduca, rs.
Agora sim, feliz sem saber, sem me dar conta toda hora disso, sem motivo escolhido, felicidade barata, felicidade clichê, clichê não, rs, apenas sem classificação.
Ainda bem que eu tenho um cigarro pra fumar.
Mas sempre me deixava consumir pelo tempo corrido dos dias repletos de compromissos, ou por me sentir muito ocupada nos momentos de ócio, tendo que aproveitá-los ao máximo. Tive alguns textozinhos na cabeça, que nao sairam dela, tive vontade de escrever, tive duas ou três ideias, mas perdi na poeira. Não estive muito triste ou angustiada ou profundamente abalada esses dias, nem tive uma grande e insuportável alegria que me obrigasse a escrever, desabafar, romper, registrar. Não senti necessidade de escrever. Tenho que parar com essa mania de escrever apenas sob fortes emoções. Eu nao gosto de pensar que eu só tenho textos emotivos, aquele transbordamento de sentimentos, que as vezes me levam a metáforas baratas. Aliás, eu ainda estou no processo de ADAPTAÇÃO dos meus sentimentos sem intensidade. Cheguei a pensar na palavra equilíbrio, mas desisti dela, temi o clichê. Tenho temido clichês, sabe-se lá o porquê. Nem quis chamar minha alegria de agora de alegria, por achar que ela pode ser mais uma das alegrias catalogadas. Parece até uma busca por originalidade, busca por uma alegria legítima, por uma paz de espirito original, qualquer coisa assim nova, novidade. Mas a medida que eu falo, falo, falo da vontade do incomum, do novo, legítimo e original, eu tropeço, e pá, dou de cara com a falta de tudo isso. Dou de cara com o temido clichê, afinal, nao querer ser cliche é tão... CLICHÊ. Deixa ser. A alegria minha de agora é a alegria comum, é a simples alegria sem saber por quê e pra quê. É a alegria de um dia simples, de uma conversa simples de todo dia, do jantar com pai e mae de todo dia, do boa noite amor, boa noite mãe de todo dia. Daquele velho café do curso no inicio do dia, acreditam que estava quente? rs
Eu tô feliz e muito feliz e nao tô querendo carregar isso aqui de intensidade porque eu percebi essa felicidade tão naturalmente, tão sem um motivo que se diga especial, original. Tô feliz e só. E é a felicidade, que eu mesma chamei, de clichê. Nem é. Clichê é querer não-ser-cliche. Termina sendo uma felicidade forçada, como se a felicidade precisasse de uma fórmula, de motivos preestabelecidos. Eu hein, acho que tô ficando caduca, rs.
Agora sim, feliz sem saber, sem me dar conta toda hora disso, sem motivo escolhido, felicidade barata, felicidade clichê, clichê não, rs, apenas sem classificação.
Ainda bem que eu tenho um cigarro pra fumar.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Eu só quero.
Te abraçar bem forte, fechar os meus olhos e sentir como se esse momento jamais fosse acabar. Você não acredita que eu sonho com isso todas as noites? Ou só continua fingindo como se não soubesse que é você de quem eu gosto? Eu quero trazer você pra mim, e passar todos os momentos que eu já planejei ao seu lado, já sonhei todos os minutos com você, já imaginei tudo. Quero meu futuro com você, do jeitinho que eu sei que só com você daria certo, porque eu sei que te amarei até a última batida do meu coração. Eu só preciso sentir você aqui comigo, sentir o cheiro do seu perfume na minha roupa, dormir sentindo o seu toque em mim e mais uma vez sonhar com você com a certeza de que um dia todos esses sonhos serão verdade, e que nada do que passamos foi em vão.
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Rafaela Seabra (L)
terça-feira, 8 de junho de 2010
Eu esperava que isso fosse um texto.
Esperava descrever sentimentos, dores, tons...
Eu esperava que você entrasse por aquela porta e dissesse “eu quero você”
Esperei você se decidir, eu respeitei seu tempo, seu espaço, sua opinião. Mas e quanto a mim? E quanto ao que eu quero? Ao que eu gosto?
Meus dias foram dedicados somente a você. Não sei se foi um erro, não sei no que me tornei.
Sinceramente? Eu esperava que isso fosse uma carta, um meio de desabafo.
Esperava que você voltasse e dissesse que queria recomeçar. Pensei que você entendesse que depois que se foi, tudo se tornou vago, as flores murcharam e o tempo fechou.
Eu esperei você, por tanto tempo eu esperei.
Esperava que isso fosse uma pílula, uma forma de te esquecer...
E a cada linha, cada verso eu só vejo os olhos seus.
Eu queria te esquecer, como queria!
Mas até a forma que engajo cada palavra trás sussurrado teu nome diante a mim.
Não espero mais nada, nada, nada. Cansei.
Não há nada para esperar
E isso nada mais é do que o fim daquilo que um dia nos tornou uma só.
Esperava descrever sentimentos, dores, tons...
Eu esperava que você entrasse por aquela porta e dissesse “eu quero você”
Esperei você se decidir, eu respeitei seu tempo, seu espaço, sua opinião. Mas e quanto a mim? E quanto ao que eu quero? Ao que eu gosto?
Meus dias foram dedicados somente a você. Não sei se foi um erro, não sei no que me tornei.
Sinceramente? Eu esperava que isso fosse uma carta, um meio de desabafo.
Esperava que você voltasse e dissesse que queria recomeçar. Pensei que você entendesse que depois que se foi, tudo se tornou vago, as flores murcharam e o tempo fechou.
Eu esperei você, por tanto tempo eu esperei.
Esperava que isso fosse uma pílula, uma forma de te esquecer...
E a cada linha, cada verso eu só vejo os olhos seus.
Eu queria te esquecer, como queria!
Mas até a forma que engajo cada palavra trás sussurrado teu nome diante a mim.
Não espero mais nada, nada, nada. Cansei.
Não há nada para esperar
E isso nada mais é do que o fim daquilo que um dia nos tornou uma só.
sábado, 5 de junho de 2010
Deixa o verão...
Injustiça é sempre ter um copo de café vazio do meu lado da cama.
Injustiça é não conseguir ser fraca e te procurar desesperadamente.
Injustiça é não conseguir pegar no celular e não perceber teu número.
É injusto saber que o que achei que fosse pra sempre, acabou como quem troca de cuecas.
Por minha culpa. Saber que faço parte de um passado inexistente me dá falta de ar, saber que hoje só me restam esses versos e meia dúzia de frases bonitas em meio à minha fumaça.. isso sim é injustiça.
Mas deixa, tu sabes que ainda te espero com as minhas flores murchas, meu versos, com tudo que tenho guardado aqui, debaixo da chuva.
Injustiça é não conseguir ser fraca e te procurar desesperadamente.
Injustiça é não conseguir pegar no celular e não perceber teu número.
É injusto saber que o que achei que fosse pra sempre, acabou como quem troca de cuecas.
Por minha culpa. Saber que faço parte de um passado inexistente me dá falta de ar, saber que hoje só me restam esses versos e meia dúzia de frases bonitas em meio à minha fumaça.. isso sim é injustiça.
Mas deixa, tu sabes que ainda te espero com as minhas flores murchas, meu versos, com tudo que tenho guardado aqui, debaixo da chuva.
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