segunda-feira, 29 de março de 2010

Os dias passam, eu sinto mais necessidade aqui. necessidade de você.
Nos dias que sei que vou te ter aqui, meu coração começa a paltitar forte desde a hora que acordo. Ele sabe que daqui a algumas horas ele também vai sentir o seu bem perto. Eu sei, são poucas vezes que nos sentimos próximas, que nos vemos. Mas nessas vezes, nessas poucas vezes a paz que sinto dentro do peito quando te olho compensa todos os dias e horas que não te tive aqui comigo.
Você consegue reparar? consegue vê que quando as horas se aproximam e nos obrigam a parar, é como se eu implorasse pra que o tempo não corresse tanto, é como se meu coraçãoo soubesse que o seu ta indo pra longe dele. Aquele mesmo vazio de meses atrás percorre todo meu corpo, tudo começa a ficar fora do lugar. Os meus sentidos já sabem que só quando te tenho por perto é quando tudo está completamente certo e sem você nem mesmo a mais bela melodia ou a coisa mais linda de se vê importa. Por mim imploraria pra que você ficasse, só mais algumas horas, ou alguns dias.. Quem sabe pra SEMPRE?!

terça-feira, 23 de março de 2010

E o meu coração embora
Finja fazer mil viagens
Fica batendo parado
Naquela estação....

sexta-feira, 12 de março de 2010


Tudo o que tenho tentado fazer ultimamente é: procurar a mim mesma e entender o que eu sinto (se é realmente algo que deva ser sentido). Nos últimos meses a minha visão de vida tem estado extremamente complexa, a ponto de eu, simplesmente, pensar que nada, nem ninguém, merece o poder de potencializar uma ação tão abstrata como o de viver. É difícil pra mim compreender o que me faz ser a pessoa que eu sou, sem saber a consequencia disso e, até mesmo, do verdadeiro eu por si só. Ou seja, não o porquê da minha estúpida existência; já que eu não mereconheço mais. Às vezes eu rio por motivos fúteis, inocentes, sem-graça e ainda sim me sinto encaixada, confortável, pois ao meu redor as pessoas fazem o mesmo. Mesmo assim, ainda há momentos no qual se eu o fizesse me sentiria incomodada. Será que não posso ser eu mesma sem ser alterada por quem está à minha volta? E, de fato, quem eu sou?
Muitas vezes eu pensei que eu era diferente de tudo e de todos. Idealizei a minha perspectiva de vida sendo incomum e gosto disso, de me sentir unica. Mas no fundo, sei que sempre haverá alguém com pensamentos idênticos ou parecidos com os meus. Admito que não me agrada. Estaria, eu, sendo egoísta? Querendo ter meu pensamento apenas na minha cabeça? Estranho, não? Os olhos vêem o que querem ver e isso acontece com nossa opinião. Só não acontece com o coração. Ele não bate porque quer bater.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Uma hora chega a hora de se dar conta que é tarde demais.
Tarde pra perceber que demais é tudo que a gente não consegue dar conta.
Tudo é tão vago.
Vago as vezes é tudo aquilo que eu sinto,
As vezes o que eu sinto é nada perto do quanto eu tenho pra falar.
Falar nunca basta porque as palavras não transmitem em exato o sentimento,
Pra transmitir, sentir é exatamente suficiente.
As coisas andam tão loucas por aqui,
Eu ando querendo numa loucura dessas fugir pra aí.
Mas pra que? Desse lado parece sempre estar mais confuso que do lado de cá.
Confusão é a gente quem faz, tentando a todo instante mudar o que foi colocado no lugar.
Você é daí, eu sou de lá.
Lá eu sou você, aqui?
Não sei bem quem sou.
Você? É sempre você.
Sua hora, seu momento, sentimentos, loucura, instante, lugar.
Será que são seus mesmo?
Olha só que ideia, tudo tão organizado e eu decidi bagunçar...
Tudo bem, já estou de saída.
Calma, eu sei que não posso sair da sua vida,
É preciso que alguém te diga sempre: " Fica tranqüilo, é tudo teu, tá sob controle e você vai sim conseguir abraçar o mundo.”
Mesmo sabendo que não é bem assim.
Não, não estou mentindo. Apenas te dando o que você precisa pra acreditar que pode ir.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Talvez tenha se passado uma hora, um dia, um ou dois meses, quem sabe. Desde então, entendo os ponteiros do relógio, que estão sempre no mesmo lugar.
Olho-os com a frequência em que respiro. Talvez, tenha se passado somente alguns minutos, desde quando prometi que não lembraria mais de quem és.
O fato é que não lembro uma vida inteira, não lembro se tu avisaste que iria voltar.
Ainda tenho medo de sair do lugar e você chegar...

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Eu fiz um par de brincos
Pra brincar todo dia
Todo dia, todo dia
Com a sua impecável e distinta harmonia
Harmonia, harmonia
Como se fossem duas notas da simples melodia
Melodia, melodia
Um mistério stereo que eu te cantaria
Eu cantaria, cantaria

Pra vibrar em cada canto dominante no seu coração
Rodeando, balançando, enfeitando
Seu ouvido, seu pescoço, seu corpo, sua casa, seus jardins
Contrapondo seu ritmo, seu som
Tornando sua alma dissonante enfim

Se eu pudesse
Ah, se você percebesse
Que eu faço de tudo só pra te encantar
Todo dia, eu cantaria, todo dia

Eu fiz um par de brincos
Pra brincar todo dia
Todo dia, todo dia
Com a sua impecável e distinta harmonia
Harmonia, harmonia
Como se fossem duas notas da simples melodia
Melodia, melodia
m mistério stereo que eu te cantaria
Eu cantaria, cantaria

Todo dia, essa melodia
No seu ouvido, no seu pescoço, sua casa, na sua vida
Eu cantaria...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Demorei uns dias pra conseguir vir até aqui.
Não que não quisesse, mas eu precisava saber mais de você do que já sabia. Também precisava ouvir tudo o que lembra você e isso leva tempo. Por isso, talvez, o que te escrevo já não seja mais simétrico.
Talvez, nem deveria ser. Não pra você, que ouvia música como se pudesse olhar pra ela. Eu te conto pros outros. Eu te mostro pra quem não te conheceu. Empresto-te o que nem é meu de fato. Empresto-te pra minha maldita esperança.

Enquanto a chuva me molha e apaga meu cigarro, o peito dói, e eu sei, a culpa é minha. Queria muito te ter aqui agora, mesmo sabendo que se estivesse me ouvindo agora, me ignoraria.
E sim, me culpo por não te deixar ir embora. Me culpo por não conseguir te tirar de mim, me culpo por não conseguir te esquecer, eu não consigo te lavar da minha pele. Ainda não sei ficar um dia sem pensar em você.

“... O que é que eu posso contra o encanto,
Desse amor que eu nego tanto
Evito tanto e que, no entanto,
Volta sempre a enfeitiçar
Com seus mesmos tristes, velhos fatos,
Que num álbum de retratos
Eu teimo em colecionar.”

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Platonisse.

Vivi intensamente aquele amor, mesmo não a vendo, mesmo não a tendo. Ri, chorei, sofri, amei. De todas, ela foi a melhor, ela é que realmente deu sentido a palavra amor. Gostava tanto de imaginar suas feições, de sentir seu perfume, de estar presente na vida dela. Sonhava todos os dias com a sua voz e acordava feito criança, rindo, desembestada ao falar, ligada nos 220 v. Deve ser por isso, errei ao ter me entregado. Errei ao tentar mudá-la. Errei ao achar que ela poderia ser feliz comigo. O que eu não havia percebido antes, é que fui só mais uma medalha de "Honra ao Mérito", mais um troféu. Errei em pensar que um dia ela seria minha. Por via das dúvidas, não pensava, saía da boca o que o coração queria falar. Doeu saber que hoje não existe mais nada, não há nada que eu possa fazer.


Agora, depois de muito refletir, vi que não tem mais graça. Não faz mais sentido ultrapassar barreiras para ficar junto dela, o amor simplesmente sumiu. Melhor que seja assim, platônico. O amor platônico é aquele que quando a pessoa amada o reconhece e também se apaixona, perde a graça. O amor platônico é bom enquanto é platônico, quando é real, não faz mais desejo. Que assim seja, deixo fotos, mensagens, músicas, tudo ao seu dispor.

Hoje, mais que nunca, viraste tema de um blog, inspiração para essas palavras. Fora daqui, sou má, traiçoeira e extremamente vingativa. Você sabe.

Talvez eu até seja assim, mas contigo, posso ter chegado perto, mas nunca fui (e deveria ser).
O que ninguém vê, talvez seja o que você, realmente sabe, sente. Ou não, talvez você faça do amor um jogo, igual fiz algumas vezes atrás. Sigo em frente, a jornada ainda não acabou. Tenho muito a fazer, não há tempo a perder. Quando eu estiver aqui, já bastante acostumada com a sua falta e o tédio dos dias que se passam, vou lhe fazer esse favor. Pode anotar, eu ainda morro de amor, apenas pra te deixar um pouco mais feliz...
Eu queria tanto que você visse isso tudo,e que mesmo que de longe me desse algum sinal!
Principalmente num dia como hoje, em que eu precise de bem mais que cigarros pra fazer o dia passar mais rápido.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Mais uma de amor.

 Juro que tentei deixar a janela fechada, tampando o sol, como tantas vezes ela pediu. Juro que tentei trocar minhas plantas vivas pelas artificiais. Liguei a televisão um pouco, para tirar o silêncio perturbador que reinava lá em casa, li alguns livros para ver se te esquecia. Troquei as comidas enlatadas por frutas frescas, parei de tomar sol e finalmente tirei algumas horas para dormir e tirar minha cara de ressaca.Joguei fora meus cigarros - apesar de ter certeza que mais tarde eu irei os pegar novamente - e a única bebida que ando consumindo esses dias é café e suco de maracujá, juro.
Tô tentando retomar minha vida, andei ligando para alguns antigos amigos, prometi à minha avó que ainda vou vê-la antes dela morrer, e até arranjei um trabalho legal. Andei falando com meus vizinhos, andei por aí pra ver as pessoas e até cheguei a um quarteirão da tua casa, só que por saber que ainda é cedo demais, acabei voltando pra casa.
Não se assuste com o meu silêncio, - e não tenha medo dele - eu estou com você, não importa o quão demore. Pode ser que às vezes eu pareça sombria, pensativa. Pode ser que ao invés de beijos e sorrisos, eu te traga flores e o meu silêncio. Tenho certeza, que daqui há alguns meses vou ser tudo aquilo que um dia você sonhou. E às vezes posso não ser a certa, nem conseguir chegar aos pés de uma.

Não chegar perto é fundamental, nada de troca de olhares, nem o tocar das mãos, intimidade demais é perigoso demais. Entre um gole ou outro dessa coca-cola, na qual ando bebendo desde então, eu pude finalmente te enxergar por de trás da fumaça do teu cigarro e não é isso o que eu quero. Acho que não é você que eu quero. Não é por precaução, mas prefiro ficar de longe, assim te observo melhor e posso ver as suas manias. Não estou assustada o tempo todo, é só que às vezes toda essa confusão me apavora.

Eu simplesmente não quero ter que conviver com a sua indecisão.
Você diz que eu nunca soube o que eu queria, para onde eu queria ir, o que eu queria de você. Por acaso você já tentou descobrir o que você quer de você mesma? Algo além do de praxe, algo além do carro do seu pai, algo além do seu dinheiro, algo além de me fazer sofrer, você já tentou se perguntar o que tá fazendo ai? Ao lado dessa vadia, no meio de tanto vazio, no lugar de ter aceitado o amor que eu tentei te dar? Ele podia machucar, qualquer amor pode, mas em relação à sua vida, meu amor não causaria nem uma mínima fisgada no seu cérebro.

Desculpa se cometi o mesmo erro que cometes hoje...
Esperando que o tempo passe devagar...